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Terça-feira, Outubro 31, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 5:26 PM
Analisando mitologicamente - ou dialeticamente, sei lá - a eleição que passou, podemos dizer que o dionisíaco Lula acendeu a sua vela pra Apolo e o apolíneo Alckmin não acendeu a sua pra Dioniso.
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Segunda-feira, Outubro 30, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 11:54 AM
A grande maioria do povo brasileiro preferiu deixar o homem trabalhar. Então, ao trabalho presidente. Churrascadas só de vez em quando, de preferência depois que o país ultrapassar o magro patamar dos três por cento de crescimento ao ano. Uma outra coisinha: escolha muito bem o churrasqueiro. Boa sorte.
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Sexta-feira, Outubro 27, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 9:51 AM
Debate do bom mesmo é na consciência de cada um. Aí as regras são outras; ultrapassa-se à vontade o tempo das perguntas e os candidatos podem ser vaiados sem que o mediador chame o intervalo.
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Quinta-feira, Outubro 26, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 7:35 PM
Saio clicando pela Internet afora. Em cada parada uma surpresa: os sites e blogs estão bombando. Cintilam, piscam, dançam, cantam, tonteiam. Só faltam falar. Acho que um até falou comigo: "Aí, tá perdido na parada?" Depois dessa trip, volto pro meu template 1.0 e me acontece o seguinte: agora me sinto um chevete numa highway. Alguém ainda quer pegar uma carona?
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Quarta-feira, Outubro 25, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 11:33 AM
Muitos crêem que esta é uma eleição do juízo final. Foram seduzidos pelo canto da propaganda, das diferenças construídas, da polarização imaginária. É a velha história do dragão da maldade contra o santo guerreiro. Ou seria do artesanato hippie contra o bibelô kitsch?
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Terça-feira, Outubro 24, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 1:04 PM
Alckmin disse para Lula: Somos diferentes. Lula rebateu: Somos mesmo. Em casa, entediado com o debate, Fernando Henrique Cardoso especulou: Noutras encarnações já fui médico e operário. Feliz com a hipótese, foi dormir tranqüilo.
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Segunda-feira, Outubro 23, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 3:20 PM
Terminada a eleição, acontece o seguinte: todo mundo tem que fazer figa para que a conjuntura internacional se mantenha num mar de tranqüilidade. O Brasil tá surfando numa onda que vem deslizando há algum tempo. Ainda sim estamos fazendo feio na prancha, com um desempenho medíocre. Se a onda perder força ou quebrar antes da hora, não sei se o país tem condições para novas braçadas.
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Sexta-feira, Outubro 20, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 11:34 AM
Não vi o debate do SBT. Mas pensando bem, pra que mais debate? Deixa o homem trabalhar! O único problema é surgir uma outra musiquinha pedindo pra ele fazer hora extra num terceiro mandato.
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Quarta-feira, Outubro 18, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 10:41 PM
O Aécio Neves, ou outros assemelhados, que tire o cavalinho da chuva de suas pretensões presidenciais. O anti-Lula, quando este surgir, terá que ter a cara do atual presidente. Passou o tempo do burguês popular. Agora é a vez do popular burguês.
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Sexta-feira, Outubro 13, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 5:41 PM
A premiação do turco Orhan Pamuk com o Nobel de Literatura de 2006 vai além dos critérios politicamente corretos adotados com freqüência pela academia sueca. Trata-se principalmente da afirmação das virtudes estéticas e universais de um grande escritor. Já escrevi neste blog sobre o seu livro Meu nome é Vermelho. Tomara que o prêmio estimule a tradução de outras obras do romancista para o português.
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Quarta-feira, Outubro 11, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 2:55 PM
A nossa democracia é ainda bem novinha, uma jovem senhora livre. Disse senhora, porque é casada com o povo; e livre, porque é assim que se é nas democracias. Sem que isso cause problemas para o seu estado civil ou desonre a sua pessoa. Bem, vamos em frente. O que quero dizer mesmo é que é compreensível que em suas festas de aniversário haja sempre alguma confusão. Derrama-se bebida, comida, enfim, é aquela sujeira. Mas na hora de cantar o parabéns, todos participam animadamente. E pra quem vai o primeiro pedaço...? Quem não foi o escolhido, disfarça o ressentimento e pensa nas suas chances na próxima. Enquanto isso, o bolo é retalhado e os convidados são servidos. Os que estavam junto à mesa, é claro.
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Terça-feira, Outubro 10, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 2:02 PM
Dizem que o imperador Constantino, na véspera de uma importante batalha, teve a visão de uma cruz com os dizeres In hoc signo vinces - com este signo vencerás. O imperador, então, mandou pintar este signo em seu estandarte para assegurar a vitória a seu exército. Já nas terras brasileiras, na fé política dos dias eleitorais, acontece o seguinte: o partido dos trabalhadores tem como signo, ou símbolo, o próprio presidente Lula. Acreditou piamente o PT que a simples presença de seu símbolo messiânico diante do opositor - no caso, o infiel Alckmin - seria suficiente para derrotá-lo no debate.
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Segunda-feira, Outubro 09, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 11:21 AM
Na minha opinião, o Alckmin atropelou o Lula no debate. O candidato petista estava nervoso, lendo as perguntas direto, tropeçando na linguagem, deixando transparecer sua contrariedade quando perguntado sobre a questão do dossiê, chegou até a derramar um pouco de água do copo. Só que esta é uma leitura, digamos assim, técnica. Talvez o povão tenha interpretado que o Lula tava se segurando pra não partir pra cima do bacana do Alckmin. Pode ser que seja assim. As duas claques partidárias estão cantando vitória. É bom não esquecer que o Lula não é apenas candidato, é presidente da república e tem um trunfo precioso na mão: a caneta do poder. Até o dia da eleição, ele pode assinar algumas medidas de impacto popular.
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Domingo, Outubro 08, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 12:28 PM
Em matéria de denúncias de corrupção, vai dar empate entre o Lula e o Alckmin no debate de hoje na televisão. O candidato petista vai dizer que o PSDB deu mau exemplo e o candidato tucano vai dizer que mau exemplo não se copia. Só que quando dois produtos apresentam a mesma qualidade ou falta de, e a compra é obrigatória, acontece o seguinte na hora da escolha: os fregueses optam pela embalagem com que mais se identificam.
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Sexta-feira, Outubro 06, 2006
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Quarta-feira, Outubro 04, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 1:39 PM
Há razões de sobra para se achar a política uma coisa deveras enjoativa. Por exemplo, Garotinho e sua mulher instauraram no estado do Rio a chamada república do chuvisco, nome de um doce representativo de Campos, cidade natal deles, tradicionalmente ligada ao cultivo da cana-de-açúcar. Para engrossar mais ainda o caldo ou o melaço, ajudaram a eleger para deputado federal o senhor "Pudim", político da mesma região do casal. Ou seja: é um verdadeiro milagre o estado não ter entrado em coma glicêmico.
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Terça-feira, Outubro 03, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 12:51 PM
Na última postagem coloquei o Clodovil no mesmo balaio que outros tantos. Mas vai que acontece o seguinte: ele se torna o enfant terrible do congresso, um paladino fashion a colocar o dedo na cara dos parlamentares lalaus. Já pensou?
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Postado por Homero Montenegro
às 9:01 AM
Maluf, Clodovil, mensaleiros e cuequeiros de volta, além dos barõezinhos de sempre, é isso aí: temos um novo congresso, eleito pela vontade livre e soberana do povo. Não importa se com Lula ou Alckmin, vai ser interessante a peleja das forças do governo e da oh, posição. De todos os males aos quais estamos condenados, o da galhofa pelo menos nos entretém. E que ninguém reclame quando a piada cansar.
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Segunda-feira, Outubro 02, 2006
Postado por Homero Montenegro
às 10:00 AM
Agora, tá na chuva é pra se molhar; não adianta capa, guarda-chuva ou galocha no segundo turno. Vamos ver quais as marquises - das realizações no governo de São Paulo ou do bolsa família - agüentam mais a enxurrada de acusações que vem por aí. Seco ninguém fica.
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