acontece o seguinte

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Quinta-feira, Dezembro 28, 2006



Dizer que nos veremos só no ano que vem é a mais pura e simples mentira, apenas um manjado recurso retórico. Um dos grandes baratos da Internet é o open house. Os acessos continuam, haja feriado ou não. O que eu quero dizer mesmo é que vou dar um tempinho de uns poucos dias, só voltando a escrever se houver, antes do réveillon, o clamor inadiável de algum fato 'superveniente' (argh!) . Até lá, Feliz 2007 a todos que prestigiam este acontece o seguinte.


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Sexta-feira, Dezembro 22, 2006



Estamos num período de festas, por isso me vem à mente uma coisa espantosa: a imagem (e o som) de um violão mal tocado, um simples e inocente violão, causando estragos no que seria uma divertida reunião social. E violão mal tocado favorece logo o mau repertório, o mau cantor e os maus cantores que se juntam numa rodinha fadada à sonolência. Pronto, lá se foi a festa pro beleléu. O cd que tava rodando, pára de rodar; quem tava dançando, pára de dançar; quem levava um papo num canto, pára de levar. As atenções se voltam para o menestrel improvisado, que arranha sem piedade a audição e a paciência de todos, que de mansinho vão caindo fora.


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Terça-feira, Dezembro 19, 2006



Ufa, está normalizado o acesso aos comentários. Que venham agora os comentadores. Mas antes, devo a dar-lhes um assunto. E nessa época, o assunto é o Natal. Todos sabemos que se trata de uma das maiores festas da humanidade. Só que acontece o seguinte: acho que se tornou uma festa surpresa, já que ninguém até o momento está falando do aniversariante. Por via das dúvidas, devem estar esperando que o último presente seja comprado. Vai que ele diz que não precisava.


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Segunda-feira, Dezembro 18, 2006



E os blogs do blogger.com.br continuam sem acesso aos comentários...Será que só em 2007?


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Quinta-feira, Dezembro 14, 2006



De vez em quando faço uma lista dos livros que pretendo comprar. À medida que vou comprando, acrescento um risco a mais na lista. Como nem sempre a grana favorece aquisições generosas, há poucos riscos ultimamente. É sabido de todos que o desejo é sempre maior do que a nossa capacidade de realizá-lo. Não ando, como deveria, com a minha lista no bolso. Sei que me seria até um bom patuá, protegendo-me de outras coisas desnecessárias que listo inconscientemente. De qualquer modo, o fato dela estar esperando em alguma gaveta me proporciona uma espécie de felicidade secreta.


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Sábado, Dezembro 09, 2006



(...) meu Deus, tende piedade dos homens que vivem de imaginar.
José Saramago

Parado diante do monitor, me faço a pergunta: quem são e como são os que lêem este acontece o seguinte? Será que alguém o lê neste exato momento, melhor dizendo, tão logo publico este post de data e hora assinaladas? Não sei. São tantas possibilidades. De qualquer modo, gosto da dúvida. Não que a prefira. Apenas aprendi a tirar prazer de uma constante. Aqui, pois, mais uma vez estou à espera de leitoras e leitores ocultos. Quando se revelam, tento prefigurá-los a partir de seus comentários ou da visita a seus blogs. Mas há, e são muitos, os que acessam sem deixar vestígios. Imaginar o outro é atributo, ou danação, de uma infinda curiosidade.


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Quinta-feira, Dezembro 07, 2006



A coisa tá quente pra cima do clima da terra. Pra piorar a situação, o Canadá, quem diria, dá uma esfriada na nossa esperança de ver reduzido o buraco na camada de ozônio, e anuncia, como informa Stephen Leahy da Revista Digital envolverde, a sua saída do Protocolo de Kyoto - o tratado que estabelece o compromisso dos países com a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa. É bom lembrar que os Estados Unidos se recusam a assinar o Protocolo até hoje. Deixar de queimar gasolina é uma hipótese impensável. E agora o Canadá, um país de tradições politicamente corretas, entrou nessa também.


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Terça-feira, Dezembro 05, 2006



Li nos jornais que o casal Garotinho foi homenageado com uma estátua em uma praça no interior do estado do Rio. Isso me lembra aquela brincadeira em que as crianças dizem 'Estátua', e quem vira estátua não pode se mexer nem falar de jeito algum.


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Sexta-feira, Dezembro 01, 2006



Outro dia falei dos trinta anos do Poema Sujo e não poderia deixar de falar dos cinqüenta anos de Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Dizer que Grande Sertão: Veredas é um livro monumental já se tornou lugar-comum. E lugar-comum não tem lugar nesse livro incomum. Para alguns, trata-se de um livro de leitura difícil. Talvez. Lê-lo é como se estivéssemos reaprendendo a ler. Nenhuma distração é permitida. Cada frase, cada palavra, cada sílaba, cada fonema pede a nossa atenção e reverência. Entramos em território novo: superada a dificuldade inicial, somos levados pelo encantamento.


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