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Segunda-feira, Janeiro 29, 2007
Postado por Homero Montenegro
às 11:38 AM
Vem aí mais um mês pela frente e com ele uma sombria desconfiança. Acho que este blog (logo, logo) vai começar a manifestar os primeiros sintomas de uma terrível síndrome pós-moderna: a falta de assunto. E o que posso fazer quanto a isso? Nada. Apenas gritar socorram-me. Enviem sugestões, qualquer coisa, que eu tento abordar à minha maneira. Salvem o acontece o seguinte enquanto é tempo.
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Quinta-feira, Janeiro 25, 2007
Postado por Homero Montenegro
às 12:41 PM
É impossível falar de sol e da cidade do Rio de Janeiro sem lembrar do maestro Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, que hoje completaria 80 anos. Onde quer que esteja - no coração de todo carioca com certeza está - parabéns, Tom!
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Postado por Homero Montenegro
às 10:36 AM
Pronto, estou aí em carga máxima, dourando a tua querida cidade do Rio de Janeiro, como me pediste ontem. Aliás, tenho estado aí e por aí todos os dias, como manda a lei cósmica. Outros fatores climáticos é que resolveram se interpor no caminho, cortando a onda de vocês. Sem falar da espuma tóxica no mar da Barra da Tijuca, coisa que não tem nada a ver comigo. Agora, acontece o seguinte: meus raios estão bombando, prepara bem o couro. E o bolso também. O protetor fator 30 está caro pra caramba. Mais uma coisinha: na próxima vez, vá reclamar das nuvens.
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Quarta-feira, Janeiro 24, 2007
Postado por Homero Montenegro
às 10:25 AM
Por onde anda o sol? Falo de aparição plena. Não dessas espiadelas rápidas entre cortinas de nuvens, conferindo se a platéia que grita o seu nome merece mesmo o caloroso espetáculo de luz. Sei que um astro, que ainda por cima é rei, pode muito bem se fazer de difícil. Mas também sei que uma estrela generosa não há de deixar o verão morrer na praia, sem que a gente ao menos possa freqüentá-la. Por favor, dê as caras, atenda a súplica de um litorâneo entristecido pelo mau tempo.
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Sábado, Janeiro 20, 2007
Postado por Homero Montenegro
às 11:34 AM
Hoje é dia de São Sebastião, o padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. Um ano atrás fiz uma postagem refletindo sobre a relação simbólica do santo com a cidade. Considero-a ainda atual, tanto que gostaria de transcrevê-la na íntegra. Ou devo fazer um link para o texto, como é de praxe na Internet? Só que acontece o seguinte: não levo muita fé que as pessoas leiam as postagens de arquivo. É tudo muito vapt-vupt, carregou a página principal e fim de papo. Ninguém quer se dar ao trabalho de clicar e esperar por uma outra janela. Mas vou pagar pra ver. Cliquem aqui pra ler o post.
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Terça-feira, Janeiro 16, 2007
Postado por Homero Montenegro
às 1:19 PM
Todo mundo fazendo tudo, ao mesmo tempo, em todos os lugares. Essa é (ou eh) a realidade ou a virtualidade da qual ninguém escapa hoje em dia. Formal ou informalmente, legal ou ilegalmente, estamos na nossa, estamos na vossa, estamos em todas. Agora mesmo, com certeza, um outro Homero, em um outro acontece o seguinte, acredita ser o autor desta mesma postagem.
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Terça-feira, Janeiro 09, 2007
Postado por Homero Montenegro
às 1:44 PM
L'État c'est moi, disse o rei francês Luís XIV, o rei sol. Essa identificação total da pessoa com o estado se tornou uma espécie de slogan do absolutismo. Ao assinar, esta semana, uma série de acordos com o governador, que transferem (ou devolvem) para a cidade do Rio de Janeiro algumas responsabilidades públicas, tais como a controle do trânsito, o prefeito César Maia declarou que, com isso, as discussões sobre a desfusão estavam agora encerradas. E ponto final. Ora, esse tema não é propriedade exclusiva do prefeito da capital, não gravita apenas em torno de sua autoridade. E os inúmeros cariocas contrários a essa fusão arbitrária de sua cidade com o antigo estado do Rio, muitos até signatários de movimentos favoráveis à desfusão, como é que ficam? Essa discussão está longe de ser encerrada. A não ser que o prefeito tenha usado essa declaração somente como manobra tática, moeda política, na base do Olha que eu volto a falar desse assunto se os acordos não se cumprirem. Mesmo assim, para uma cidade que já foi capital da república e cidade-estado, o saudoso estado da Guanabara, o que foi assinado é muito pouco ainda em termos de uma legítima e definitiva autonomia carioca.
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Quarta-feira, Janeiro 03, 2007
Postado por Homero Montenegro
às 2:57 PM
Assistindo ao programa O Silêncio dos Intelectuais, transmitido por uma rede de televisão pública, em que intelectuais brasileiros e estrangeiros discutem a ausência dos intelectuais nas discussões das grandes questões da atualidade, fiquei me perguntando se este silêncio dos intelectuais não tem como contraparte o crescente 'barulho' dos tolos, dos medíocres, dos banalizados, que com sua algazarra midiática fazem da cena contemporânea uma sucessão de nulidades espetaculosas.
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Terça-feira, Janeiro 02, 2007
Postado por Homero Montenegro
às 4:51 PM
Gosta mais de uma cidade quem é nascido e criado nela? Nem sempre. Mas o fato de ser um local já pressupõe um vínculo, um compromisso, um engajamento com sua história, sua cultura e sua população. Digo isso porque acontece o seguinte: depois de um longo período, que parecia não ter mais fim, o palácio Guanabara volta a ser ocupado por um político nascido e criado na cidade do Rio de Janeiro. Tomara que a capital do estado - tão negligenciada pelos últimos governadores "fluminenses" - receba do "carioca" Sérgio Cabral a atenção especial que precisa e merece.
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