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Segunda-feira, Maio 28, 2007



Pelo fato do etanol ser menos nocivo à camada de ozônio, em breve nos transformaremos em um único e imenso canavial. Será o Brasil novamente no ciclo da cana-de-açúcar. Mas por enquanto, somos apenas laranjas e bananas que a xepa política coloca no mesmo cesto. Período que ficará conhecido em nossa história como o ciclo dos caras-de-pau.


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Terça-feira, Maio 22, 2007



Disse outro dia que só voltava a falar de política quando a dita saísse das páginas policiais. Mas pelo visto, teria que bani-la definitivamente do acontece o seguinte. Eis-me, então, às voltas com essa criatura híbrida de retórica e crime. Trata-se, no entanto, de um retorno cauteloso, com apenas uma pergunta: de que vale a operação denominada navalha na carne se a corrupção sempre se regenera, voltando a exibir a sua musculatura sarada e impune para uma platéia de impotentes voyeurs de escândalos tornados rotineiros, normais?


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Sexta-feira, Maio 18, 2007



Roma locuta, causa finita. Mas...no baixo clero...onde a massa desanda...mata-se e ama-se, crê-se e descrê-se, pragueja-se e clama-se, entre ongs e fomes, bricabraques e franquias, credos a crédito e demais apostasias.


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Terça-feira, Maio 08, 2007



Vamos ficar embriagados,
só um pouco, apenas pro gasto?
Minha alma tem tantas feridas,
é o que diz o Rubayat.
Não vou contestar Omar Khayam,
nem pensar, sou vicário da Arte!
E a nossa taça sempre transborda,
ora pra dor, ora pra esbórnia.



ps: volto a falar de política quando a dita sair das páginas policiais.


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Sexta-feira, Maio 04, 2007



Foi minha a iniciativa de reencontrá-la numa festa. Poderia ter sido numa exposição, numa noite de autógrafos, numa palestra. Mas sabia que ela era também festeira, festiva. Ainda haveria alguma química entre nós?

- Oi, Dialética, lembra de mim?
- Claro, meu doce Homero, como esquecer um amante tão dedicado?
- Vejo que você continua a mesma sedutora de sempre...
- O que não impediu que você me abandonasse. Aliás, tantos têm feito isso ultimamente.
- Mas o que importa é que estou aqui, encantado como na primeira vez.
- Só que percebo que já não é o mesmo homem, e isso é culpa minha, pois sempre lhe disse pra mudar, mudar, mudar constantemente.
- E você que prometeu coisas que não cumpriu?
- Prometi coisa nenhuma! Ilusão sua, e de outros que não me compreenderam, com essa mania tola de final feliz, utópico, grandioso. Um grande mal-entendido, isso sim. Meu barato é o processo, o momento.
- Tudo bem, tivemos a nossa hora. Sabia que eu tenho um blog?
- Ouvi dizer. Acontece o seguinte é o nome, não? Deveras sentencioso.
- Talvez uma maneira definitiva de te esquecer.
- Que seja. De qualquer modo, eu não me banho duas vezes no mesmo rio, um velho admirador já me definiu assim.


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