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Linkou, Linkei:
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Sexta-feira, Junho 29, 2007
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Quinta-feira, Junho 28, 2007
Postado por Homero Montenegro
às 12:59 PM
A postagem de hoje seria específica sobre os velociraptores juvenis que atacaram, em bando, uma indefesa mulher esta semana. As palavras já estavam todas convocadas, prontas, atendendo ao chamado da indignação, mas eis que surge à minha frente uma zombeteira linha do tempo, repleta, ao longo de seus 500 anos de extensão, de prepotência, saques públicos e privados, injustiça, arrogância, corrupção e extrema violência, penduricalhos recorrentes que logo acrescentaram vergonha à minha indignação e impotência à minha vergonha. E o gigante da impunidade sorriu vitorioso, e começou a pular corda com a linha do tempo da história brasileira, que tem ficado apenas em suas mãos.
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Sábado, Junho 23, 2007
Postado por Homero Montenegro
às 10:29 AM
VERSO DE VIAGEM
Será que seria declarar-me insano
contar, aqui, que na cidade de Roma
fiz xixi nas ruínas da casa de Trajano?
Ah...narquia e história. A de hoje, tô fora!
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Segunda-feira, Junho 18, 2007
Postado por Homero Montenegro
às 11:10 AM
Fui assistir ao filme 'Um lugar na platéia'. Não é nenhuma oitava maravilha da sétima arte, tem aquela peroração francesa toda, mas gostei. Gostei na boa do que vi. Um gostar tranqüilo, na medida, sem estupefações estéticas. Antes de tudo, uma informação fundamental: vê-se Paris no filme. Aí, acontece o seguinte: meu julgamento fica logo comprometido. Paris é Paris, e estamos conversados! Mesmo que a história fosse uma tolice só. Só que não é o caso. Mas acho que gostei principalmente do que não vi nem ouvi: mata-mata, bravatas, tiroteios, explosões, criaturas bombadas e zoadas tecnológicas. Resumo da ópera: apenas um filme sobre pessoas. Mas, por acaso, a gente ainda sabe o que seja isso?
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Sexta-feira, Junho 15, 2007
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Quarta-feira, Junho 13, 2007
Postado por Homero Montenegro
às 10:54 AM
Minha cidade é litorânea. Gosto do mar. Gosto muito do mar. E acho que o mar gosta de todas as gentes. Talvez por isso mesmo queira avançar, avançar, avançar democraticamente. Diante da fatalidade, às vezes é bom pensar ingênua e inocentemente...///Enquanto isso, vamos votar no Cristo como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo? www.votecristo.com.br
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Sexta-feira, Junho 08, 2007
Postado por Homero Montenegro
às 12:13 PM
As quatro nobres verdades de Gautama:
1) A missão do político é representar a sociedade. Principalmente as sociedades anônimas, e as limitadas também.
2) A virtude está no meio. Portanto, passa a metade da verba pro bolso.
3) Devemos cortar todos os laços que nos prendem à realidade, como uma ponte inacabada, ligando o nada a lugar nenhum.
4) Cuidado: om, om, om pode ser a sirene do carro da polícia chegando.
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Terça-feira, Junho 05, 2007
Postado por Homero Montenegro
às 9:56 AM
Não quero ser pessimista não, mas do jeito que a coisa tá...nem que o Dia Internacional do Meio Ambiente fosse comemorado dois dias seguidos formaria um ambiente inteiro.
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Sexta-feira, Junho 01, 2007
Postado por Homero Montenegro
às 10:11 AM
Às vezes a Lucidez me aborrece. Não que eu a desconsidere, inquilina antiga em minha casa. Aliás, não fosse ela as coisas ficariam de cabeça pra baixo quando me encontro fora. É que acontece o seguinte: a cada dia que passa a vejo cada vez mais na dela, numa irrefreável incubação solipsista. Já cansei de lhe dizer que saia mais, que visite os amigos, os parentes. E aqui há uma outra questão: tem amigos, parentes? Não sei quase nada a seu respeito e tenho pudores de lhe inquirir sobre a sua vida, pregressa e atual. Tão ciosa que é, tão discreta. Virtudes, com certeza, admiráveis. Mas fica a curiosidade: de onde vem esse jeito marcante de ser? De seu pai? De sua mãe? De um nobre ancestral remoto? Possui alguma marca genética que sobreviveu, livre de mutações e degenerescências, a um mundo hostil às suas características? Resta ainda a hipótese fantástica de que esteja aí desde sempre, refazendo-se da maneira que é continuamente, numa resistência obstinada e totêmica às inevitáveis visitas do caos, da dissolução e da loucura, pouco lhe importando se a sua presença desperta estranhezas ou aborrecimentos.
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