Este vídeo, com John Coltrane interpretando "My Favorite Things", faz parte da seleção dos melhores vídeos internacionais de cultura disponíveis no You Tube.
Quando a gente chega à Barra da Tijuca, aqui no Rio de Janeiro, há uma placa que diz "Sorria, você está na Barra". Provavelmente, sorriremos. O bairro é bonito, tem praia, shoppings, cinemas, restaurantes, motivos de sobra para se abrir o velho e bom sorriso mundano. Bem, essa história da placa é apenas um gancho para uma pergunta que quero fazer: por que muitas vezes não sorrimos, mesmo quando temos todas as razões para fazê-lo? Ora, isso logo me remete aos atletas olímpicos brasileiros. Como sabemos, chegar a uma olimpíada é ou deveria ser motivo de profunda alegria para os competidores. Mas o que vimos em Pequim foi uma quebra de recordes de lágrimas. Muitos (ou os poucos) que subiram ao pódio, o fizeram aos prantos. Claro que eu sei que nossos atletas enfrentam dificuldades de diversas ordens e que as lágrimas são, algumas vezes, pequeninas e pungentes medalhas de superação. Mas, de qualquer modo, será que desaprendemos o sorriso? Ou será, então, que temos um medo enorme de que a demonstração de felicidade acarrete a inveja, preferindo, assim, a unânime piedade que o choro suscita?